Vini Jr. salva o Brasil no 1 a 1 com o Marrocos na estreia da Copa do Mundo de 2026
Brasil empata em 1 a 1 com o Marrocos na estreia da Copa de 2026. Golaço de Vini Jr. salva seleção de Ancelotti. Veja os próximos jogos do Grupo C.
Bastou um lampejo de Vinicius Júnior para evitar que a estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2026 começasse com derrota. Diante de 80.663 torcedores no MetLife Stadium, em Nova Jersey, a seleção comandada por Carlo Ancelotti saiu atrás, viu o Marrocos dominar o início e só respirou aliviada quando o camisa 7 transformou um lance individual em golaço. O empate por 1 a 1 deixou um gosto agridoce: somou o primeiro ponto, mas escancarou que a equipe ainda está longe de jogar como sonha o torcedor.
A partida, disputada em 14 de junho, abriu a caminhada brasileira no Grupo C. E, mais do que o resultado, ficou a impressão de uma seleção tensa, presa, dependente de um único nome para resolver o jogo. Não por acaso, o próprio Ancelotti foi direto ao ponto no pós-jogo: seus jogadores estavam "muito nervosos".
Marrocos manda no começo, Vini Jr. responde
Quem viu os primeiros 30 minutos não diria que o Brasil é o maior vencedor da história das Copas. O Marrocos, semifinalista do Mundial de 2022 e apontado por Ancelotti como o principal adversário do grupo, entrou ligado, tomou a iniciativa e foi premiado aos 21 minutos do primeiro tempo. Ismael Saibari apareceu na área para abrir o placar e silenciar a maioria barulhenta que lotou o estádio em Nova Jersey.
A seleção parecia atordoada. Errava passes simples, recuava demais e não conseguia sustentar a posse no campo de ataque. Foi então que apareceu o craque. Aos 32 minutos, Vinicius Júnior recebeu de Bruno Guimarães pela esquerda, cortou para o meio e soltou o pé com aquele chute colocado que virou sua assinatura, sem chances para o goleiro marroquino. Empate, alívio e a sensação de que, mesmo mal, o Brasil tem armas que poucos têm.
O gol carrega valor simbólico: foi o primeiro da seleção brasileira nesta Copa do Mundo. E reforçou o status de Vinicius como o homem de confiança da equipe nos momentos de aperto. Não à toa, ele terminou eleito o melhor em campo, com nota 8 no Sofascore, isolado entre os companheiros em uma atuação coletiva morna.
O nervosismo apontado por Ancelotti
A análise do treinador italiano não tentou maquiar o que todos viram. Ancelotti reconheceu que o grupo entrou pressionado demais para uma estreia de Copa, e que essa tensão custou caro no início. Segundo o técnico, o nervosismo permitiu que o Marrocos tomasse a iniciativa nos primeiros minutos e ditasse o ritmo da partida justamente quando o Brasil precisava impor seu jogo.
A leitura faz sentido quando se observa o desenrolar da partida. A defesa brasileira oscilou, o meio-campo demorou a encaixar e o time só passou a equilibrar as ações depois do gol de empate. Ancelotti mexeu ao longo do jogo buscando mais presença ofensiva, mas a seleção não engrenou de fato: criou pouco, finalizou menos do que deveria e aceitou o empate como um resultado quase justo diante da reação adversária.
Para um treinador que assumiu a seleção com a missão de reorganizar o time após anos de instabilidade, a estreia funciona como diagnóstico. O talento individual está lá. O que falta é a tal naturalidade competitiva, a confiança de quem entra em campo sabendo o que fazer com a bola e sem ela. E isso, como o próprio Ancelotti sabe, não se resolve em um único jogo de Copa.
O que vem pela frente no Grupo C
O empate na estreia não é tragédia, mas acende um sinal de alerta. No formato da Copa de 2026, com 48 seleções, a margem para tropeços diminuiu, e o Brasil precisará reagir rápido para não complicar a classificação. A boa notícia é que o calendário oferece adversários teoricamente mais acessíveis na sequência.
O próximo compromisso é contra o Haiti, em 19 de junho, no Lincoln Financial Field, em Filadélfia. É o jogo em que a seleção é amplamente favorita e em que se espera, enfim, uma atuação convincente para recuperar moral e reconquistar a confiança da torcida. Vencer com autoridade é praticamente obrigatório.
O fechamento da fase de grupos será diante da Escócia, em 24 de junho. Os escoceses costumam ser combativos, organizados e difíceis de vencer quando se fecham na defesa, exatamente o tipo de adversário que pune times sem paciência e sem repertório, como o Brasil mostrou ser contra o Marrocos.
A conta é simples, ainda que o futebol nunca seja. Com seis pontos nos dois próximos jogos, o Brasil provavelmente garante vaga e ainda briga pela liderança do grupo, o que pode render um chaveamento mais amigável no mata-mata. Um novo tropeço, porém, transformaria a reta final da primeira fase em um teste de nervos, justamente o ponto fraco apontado por Ancelotti na estreia.
Por enquanto, fica a imagem que resume a noite no MetLife: um Brasil ainda em construção, salvo pela genialidade de Vinicius Júnior. Cabe a Ancelotti, e ao próprio grupo, fazer com que o talento deixe de ser tábua de salvação e passe a ser a regra. A Copa, afinal, mal começou.
Perguntas frequentes
Qual foi o placar da estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2026?
O Brasil empatou em 1 a 1 com o Marrocos, em 14 de junho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Ismael Saibari abriu o placar para os marroquinos e Vinicius Júnior empatou para a seleção.
Quem marcou o gol do Brasil contra o Marrocos?
Vinicius Júnior marcou o gol brasileiro aos 32 minutos do primeiro tempo, em jogada individual após tabela com Bruno Guimarães. Foi o primeiro gol do Brasil nesta Copa, e ele foi eleito o melhor em campo com nota 8 no Sofascore.
Quais são os próximos jogos do Brasil na Copa de 2026?
O Brasil enfrenta o Haiti em 19 de junho, no Lincoln Financial Field, em Filadélfia, e fecha a fase de grupos contra a Escócia em 24 de junho. As quatro seleções do Grupo C são Brasil, Marrocos, Haiti e Escócia.