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R$ 19,4 milhões: o que os 21 candidatos da região declararam ao TSE antes da campanha começar

Os 21 candidatos da região a deputado estadual e federal declararam R$ 19,48 milhões em bens. Veja quem lidera e como consultar cada declaração.

RSRedação Santa Cruz FM13 de agosto de 2026 · 5 min de leitura
R$ 19,4 milhões: o que os 21 candidatos da região declararam ao TSE antes da campanha começar

O calendário eleitoral vira neste fim de semana. No sábado, 15, encerra-se o período de registro de candidaturas; no domingo, 16, começa oficialmente a campanha.

Os 21 postulantes da região a vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados já estão inscritos e aptos a concorrer. E, com o registro, veio o documento que sempre rende conversa: a declaração de bens. Somados, os candidatos da região acumulam R$ 19.482.914,44.

Quem lidera na disputa estadual

Entre os que disputam vaga na Assembleia Legislativa, o maior patrimônio declarado é o de Adolfo Brito (PP), que busca seu nono mandato: R$ 3.763.561,11.

Outros dois concorrem à reeleição:

  • Edivilson Brum (MDB) — R$ 1.270.000,00
  • Kelly Moraes (PL) — R$ 306.373,00

Quem lidera na disputa federal

Na corrida pelo Legislativo federal, três nomes já são deputados: Marcelo Moraes (PL), Covatti Filho (PP) e Heitor Schuch (PSD).

O maior valor declarado entre os candidatos a deputado federal, porém, não é de um parlamentar em exercício. É da vereadora de Rio Pardo Marciele Rosa (Podemos), com R$ 2.659.867,00. Em seguida vem Marcelo Moraes, com R$ 2.064.505,00.

O que entra na declaração de bens

As quantias apresentadas, independentemente do cargo disputado, referem-se ao conjunto de bens do candidato: valores em contas bancárias, aplicações financeiras como CDI e CDB, automóveis, casas, apartamentos e participações em empresas.

Um detalhe que confunde muita gente: o número declarado é o valor de aquisição do bem, não o valor de mercado atual. Um imóvel comprado há vinte anos entra pelo preço de então. Por isso, comparar patrimônios de candidatos de faixas etárias diferentes exige cuidado — quem comprou tudo há três décadas pode aparecer com número menor do que quem comprou ano passado, mesmo tendo mais.

Além dos bens: o que mais vai para o ar

A declaração de renda é apenas um dos itens obrigatórios. Os candidatos ao Legislativo também precisam cadastrar no site do Tribunal Superior Eleitoral, com acesso livre ao público:

  • histórico eleitoral;
  • certidões criminais das justiças Federal e Estadual;
  • acessos eletrônicos, como site oficial e o responsável pelo encaminhamento dos dados.

Há ainda uma série de informações pessoais que compõem o registro.

Como consultar qualquer candidato

O caminho é público e leva menos de dois minutos:

  1. acesse o sistema DivulgaCandContas, no portal do TSE;
  2. selecione a eleição de 2026 e a unidade da federação (RS);
  3. escolha o cargo — deputado estadual ou deputado federal;
  4. busque pelo nome ou pelo número do candidato;
  5. abra a ficha e vá até a aba de bens declarados, item por item.

Na mesma ficha ficam disponíveis as certidões e, ao longo da campanha, a prestação de contas com doações recebidas e gastos realizados. É a mesma base usada por jornalistas — não existe versão privilegiada.

O que a declaração prova (e o que não prova)

Vale um alerta de leitura, porque agosto costuma ser mês de conclusão apressada nas redes.

Patrimônio alto não indica irregularidade. Patrimônio baixo não indica honestidade. A declaração é uma fotografia de um momento, autodeclarada, e serve principalmente para um propósito específico: permitir comparação ao longo do tempo. O dado fica realmente interessante quando confrontado com a declaração da eleição anterior e com a próxima — é a variação, não o valor absoluto, que costuma dizer alguma coisa.

O segundo alerta é sobre o que a lista não cobre: a declaração retrata o candidato, não o financiamento da campanha. Quem paga o santinho, o carro de som e o impulsionamento aparece em outro lugar — na prestação de contas, que começa a ser alimentada a partir do domingo e é onde a disputa realmente se mostra.

O que muda na rua a partir de domingo

Com o início oficial da campanha no dia 16, a paisagem da cidade muda — e há regra para quase tudo.

Passam a ser permitidos comícios, caminhadas, distribuição de material impresso, adesivos e a propaganda em veículos com som, dentro dos horários fixados pela legislação eleitoral. A propaganda na internet também é liberada, incluindo o impulsionamento pago de conteúdo, desde que contratado por candidato, partido ou coligação e devidamente identificado.

Seguem proibidos, entre outros pontos: outdoors, distribuição de brindes e qualquer forma de propaganda que caracterize compra de voto. Pichação, inscrição em muro e uso de bens públicos para publicidade também estão fora.

O horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão não começa junto com a campanha de rua — ele entra mais perto do pleito, em data fixada no calendário eleitoral do TSE.

O calendário até outubro, em resumo

  • 15 de agosto (sábado) — encerramento do período de registro de candidaturas.
  • 16 de agosto (domingo) — início da campanha eleitoral e da propaganda permitida.
  • Ao longo de setembro — início do horário eleitoral gratuito e prestações de contas parciais.
  • Outubro — primeiro turno, com eventual segundo turno para os cargos majoritários.

As datas exatas de cada etapa constam do calendário oficial publicado pelo Tribunal Superior Eleitoral, que é a referência para prazos e vale mais do que qualquer resumo — inclusive este.

Por que acompanhar isso importa aqui

Vinte e um candidatos para uma região do porte do Vale do Rio Pardo é uma disputa concentrada. Boa parte dos nomes já é conhecida do eleitorado local — três deputados estaduais buscando reeleição, três deputados federais em exercício, uma vereadora de Rio Pardo tentando o salto para Brasília.

Isso significa que a diferença entre eles dificilmente estará no currículo, que todo mundo já conhece. Vai estar no que cada um propõe para pautas que a região vem discutindo há meses: a duplicação da RSC-287, a drenagem das cidades atingidas pelos temporais deste inverno, o futuro da cadeia do tabaco e o financiamento da saúde nos municípios menores.

Declaração de bens é um começo de conversa, não o assunto. A partir de domingo, o assunto vira o que eles vão dizer — e o que vão evitar dizer.

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Perguntas frequentes

Quando começa oficialmente a campanha eleitoral?

No domingo, 16 de agosto. O registro de candidaturas se encerra no sábado, 15.

Onde consultar a declaração de bens de um candidato?

No sistema DivulgaCandContas, no portal do TSE. Basta selecionar a eleição de 2026, o estado (RS), o cargo e buscar pelo nome ou número do candidato. O acesso é livre e gratuito.

O valor declarado é o valor de mercado do bem?

Não. A declaração usa o valor de aquisição, não o de mercado atual. Por isso um imóvel antigo pode aparecer por um valor muito abaixo do que valeria hoje.

A declaração de bens mostra quem financia a campanha?

Não. Doações e gastos aparecem na prestação de contas, um documento separado que passa a ser alimentado a partir do início da campanha e também fica disponível no portal do TSE.

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