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Novo sistema de contêineres em Santa Cruz do Sul: entenda como vai funcionar

Entenda como vai funcionar o novo sistema de contêineres em Santa Cruz do Sul, com coleta seletiva e cadastramento. Veja como participar e se adaptar.

RSRedação Santa Cruz FM17 de setembro de 2026 · 5 min de leitura
Novo sistema de contêineres em Santa Cruz do Sul: entenda como vai funcionar

Santa Cruz do Sul começa a mudar a forma como lida com o lixo reciclável. Na tarde de quarta-feira, 16, o Palacinho recebeu a apresentação do novo sistema de contêineres na cidade: equipamentos automáticos de tecnologia italiana, destinados exclusivamente ao descarte de recicláveis. A iniciativa integra o projeto Cidade Inteligente e nasce de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade e a Conesul Soluções Ambientais. É mais um capítulo de uma cidade que sempre soube transformar vocação econômica em política pública, como mostra a história da Capital do Tabaco: Como o Fumo Moldou a Economia de Santa Cruz do Sul.

A proposta é ambiciosa, mas começa pequena: dois equipamentos em pontos estratégicos. A ideia é testar, medir e só então ampliar. Quem passa pelas ruas escolhidas vai notar a diferença nos próximos dias, porque a previsão é de instalação imediata.

O que é o novo sistema de contêineres em Santa Cruz do Sul

O projeto substitui, de forma gradual, as lixeiras comuns por contêineres automáticos voltados só para recicláveis. Não é uma simples troca de mobiliário urbano. O equipamento tem trava eletrônica, abertura por aproximação e registro de cada descarte.

A parceria com a Conesul Soluções Ambientais é o que viabiliza a operação. A empresa investiu R$ 20 mil por dispositivo, sem custo adicional para a Prefeitura. "Estamos, mais uma vez, inovando em Santa Cruz. Com esse sistema pioneiro no Brasil, será possível ter maior controle sobre quem utiliza o serviço e sobre o que é depositado", explicou o presidente da empresa, Geferson Tolotti.

O objetivo central é aumentar a coleta seletiva, reduzir o volume de resíduos que chega aos aterros e, com isso, gerar economia para o município. O modelo também quer resolver um problema recorrente: o acúmulo de lixo ao redor dos contêineres convencionais, muitas vezes usado de forma irregular por quem não separa o material.

A diferença em relação aos contêineres tradicionais está em três frentes: a abertura só acontece com a tag individual, o que permite identificar o usuário; o sistema registra o volume descartado; e o monitoramento remoto indica quando o equipamento precisa ser esvaziado. Não é à toa que a cidade vem repensando seus serviços públicos, como mostrou a queda no uso do transporte coletivo de Santa Cruz, que perdeu 16% dos passageiros em um ano.

Como funciona a coleta seletiva com contêineres automáticos

O uso é simples, mas exige cadastro prévio. Veja o passo a passo:

  • Aproxime a tag individual do leitor instalado no contêiner.
  • A tampa destrava automaticamente.
  • Deposite apenas materiais recicláveis.
  • Feche a tampa para liberar o equipamento para o próximo usuário.

A tag funciona como uma identificação: ela registra quem descartou e quanto foi depositado. Esse dado alimenta uma base sobre a coleta de lixo na cidade, informação que hoje praticamente não existe de forma organizada. Operações que dependem de leitura precisa de dados e resposta rápida têm ganhado apoio de IA aplicada à operação de empresas, tendência que também chega à gestão de resíduos.

O sistema de abertura opera com bateria, cuja autonomia é estimada em aproximadamente dois anos. Isso reduz a necessidade de manutenção frequente e facilita a instalação em pontos sem infraestrutura elétrica.

Sobre o que pode ser descartado: os contêineres são destinados exclusivamente a recicláveis, como papel, plástico, vidro e metal, desde que limpos e sem restos de comida. Rejeitos, resíduos orgânicos e materiais contaminados não devem ir para esses equipamentos. A separação correta é o que garante que o material chegue em condições de ser reaproveitado.

A frequência da coleta e o monitoramento do nível de enchimento serão acompanhados por sensores, o que permite programar o esvaziamento conforme a demanda real de cada ponto. A destinação final dos recicláveis segue para a cadeia de reciclagem, com participação de cooperativas locais.

Quem pode usar e como se cadastrar no sistema

Moradores e comerciantes das vias contempladas passarão por cadastramento, e cada usuário autorizado receberá uma tag individual. Condomínios residenciais também estão entre os públicos elegíveis, especialmente porque um dos primeiros contêineres ficará em frente a um deles.

O cadastramento para o contêiner reciclável deve ser feito junto aos canais oficiais da Prefeitura e da Conesul Soluções Ambientais. As orientações completas sobre documentos necessários e prazo para receber a tag serão repassadas no momento do cadastro, já que o sistema começa com dois equipamentos e público restrito às vias atendidas.

Para grandes geradores, como comércios e indústrias, a recomendação é procurar diretamente a Conesul e a Secretaria de Meio Ambiente para avaliar a demanda e a viabilidade de instalação de unidades específicas.

Cronograma, locais de instalação e o que muda no dia a dia

A operação começa com dois equipamentos, com acompanhamento de perto dos resultados. "Iniciaremos a operação com dois equipamentos, acompanhando de perto os resultados, medindo a eficácia da tecnologia e realizando os ajustes necessários para que possamos avançar com segurança e responsabilidade", enfatizou Prissila Bordignon.

Os primeiros pontos escolhidos têm grande movimentação e realidades diferentes:

  • Rua Borges de Medeiros, junto ao comércio.
  • Rua Capitão Fernando Tatsch, em frente a um condomínio residencial.

Essa escolha permite testar o funcionamento em dois cenários distintos: um de fluxo comercial intenso e outro de uso residencial concentrado.

Para os moradores, a principal mudança é o uso da tag e a separação mais criteriosa do lixo. Para os comerciantes das vias contempladas, o impacto está na adequação da rotina e no treinamento das equipes para descartar corretamente.

Segundo a secretária, as análises permitirão identificar as demandas do município e avaliar a necessidade de disponibilizar mais unidades. A ampliação depende justamente dos dados coletados nessa primeira fase.

Os benefícios esperados vão além do ambiental. Menos resíduo em aterro significa menos custo para o município, mais material para a reciclagem e mais renda para quem vive da cadeia de reaproveitamento. Em uma cidade que discute seu futuro político, como na disputa pelo Senado no RS, iniciativas assim mostram como a pauta ambiental ganha espaço no debate local, tema que aparece na corrida eleitoral liderada por Manuela d'Ávila e seus reflexos em Santa Cruz do Sul.

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Perguntas frequentes

Como faço para me cadastrar no novo sistema de contêineres em Santa Cruz do Sul?

O cadastro pode ser feito online no site da prefeitura ou da Conesul Soluções Ambientais, ou presencialmente em postos de atendimento. É preciso informar CPF, comprovante de residência e dados de contato. Após o cadastro, você recebe a tag para acessar os contêineres.

O que pode ser descartado nos contêineres automáticos de recicláveis?

Papel, plástico, vidro e metal limpos e secos. Não podem ser descartados resíduos orgânicos, rejeitos sanitários, eletrônicos ou materiais contaminados. Em caso de dúvida, consulte a lista completa no manual do usuário.

Qual a diferença entre a coleta seletiva tradicional e os contêineres automáticos?

Os contêineres automáticos têm abertura controlada por tag, maior capacidade e sensores que avisam quando estão cheios. Isso evita transbordamento, melhora a higiene e permite monitorar a quantidade de recicláveis coletada por região.

Comerciantes também podem usar os contêineres automáticos?

Sim, desde que façam o cadastro como grande gerador. Comércios podem solicitar contêineres exclusivos ou usar os públicos, seguindo as regras de descarte. A Conesul oferece orientação específica para o setor.

O que acontece se eu descartar lixo incorreto nos contêineres?

O sistema identifica o usuário pela tag. Em caso de descarte irregular, o morador ou comerciante pode receber notificação e orientação. Reincidências podem levar a bloqueio temporário da tag e multa, conforme a legislação municipal.

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